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Plano de Cargos vai ser debatido com servidores

por Célia Ferreira publicado 16/04/2019 22h05, última modificação 06/08/2019 17h33

 

Professoras da rede municipal de ensino estiveram nesta terça-feira (16) na Câmara para pedir aos vereadores que analisem com cuidado o plano de cargos e salários da categoria, que deve ser enviado em breve para a casa, e que seja oferecida à categoria a oportunidade de debater o documento. O vereador Braz Zagotto (SD) sugeriu a realização de uma audiência pública, assim que o projeto for enviado à Casa. "É preciso ouvir as propostas e críticas da categoria", defendeu, recebendo o imediato apoio dos colegas, ratificado pelo presidente Alexon Cipriano (PROS): “A casa dará todo o apoio à audiência", disse o presidente.

 

Membros de uma comissão formada por colegas para acompanhar a construção e votação do plano, Raquel Poloni, Suellen Lopes Izo, Valéria Rainha e Norma Santos informaram, ainda, que haviam protocolado um documento na Câmara e no Ministério Público, solicitando que o projeto de lei não seja votado em regime de urgência e passe por todas as comissões antes de ir a votação.

 

Segundo Raquel, desde que se anunciou a intenção de mudar o plano de cargos e vencimentos da categoria, em 2017, o assunto se tornou uma angústia muito grande para os professores. “O que nos assusta e entristece é a falta de diálogo. Em nenhum momento fomos chamados a contribuir ou conhecer as propostas”, afirmou.

 

As professoras disseram que, embora o Ibam tenha sido contratado pela atual administração para formular o novo plano, uma outra proposta, feita pela empresa de consultoria Constat, já tinha sido concluída e entregue à prefeitura em novembro de 2016. “Queremos conhecer os dois planos, e ver a diferença da projeção salarial entre deles”, reivindicou.

 

Raquel esclareceu ainda que o magistério trabalha sem reajuste salarial há muitos anos, e a perda salarial acumulada desde 2014 chegaria a 51,31%. Além disso, garantiu, o município não cumpre decisão do Supremo Tribunal Federal, que reconheceu a constitucionalidade do Piso Salarial Profissional, a partir de 2011, e determinou que o percentual de reposição fosse repassado a toda a categoria. “Em Cachoeiro apenas os contratados receberam, os efetivos ficaram de fora”, denunciou.