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Maio Roxo na Câmara: Associação apresenta avanços e demandas no tratamento de doenças intestinais

por Camila Reis publicado 26/05/2026 15h25, última modificação 26/05/2026 17h55

A convite da vereadora Renata Fiório (PP), estiveram na Câmara na sessão ordinária desta terça, 26, membros da DII ES Sul - Associação sem fins lucrativos de assistência a pessoas com Doenças Inflamatórias Intestinais no Sul do Espírito Santo. São exemplos dessas enfermidades a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa. 19 de maio é o dia mundial da doença inflamatória intestinal e, em 2019, a lei nº 7685 instituiu no município a Campanha “Maio Roxo”, de sensibilização, conscientização e apoio aos portadores. A associação foi fundada no mesmo ano.

Ediana de Souza Silva Ribeiro, lembra que, desde então, vem ao legislativo falar da campanha e, a cada ano, novas ações são realizadas pela associação em todo o sul do estado, conquistando melhorias importantes. Uma delas é a disponibilização da infusão medicamentosa, que muitos pacientes precisam, em Cachoeiro, evitando o desconforto extremo das viagens frequentes a municípios distantes. “Agora, mais de cinquenta pacientes são atendidos com a infusão medicamentosa na Santa Casa de Cachoeiro, mas ainda temos outras demandas”.

Também estiveram presentes a médica gastroenterologista Andressa Sartório Portinho e a psicóloga Iza Carla Reis, que apoiam a instituição.

É importante continuar a conscientização para que as pessoas identifiquem os sintomas e busquem a melhoria ainda no começo da doença. Para isto, é fundamental também o apoio da rede pública de saúde, com o acesso a atendimento médico e exames especializados. “Essa causa não é minha, mas de todos que precisam desse apoio. A luta da associação ajuda muito a conseguir que os tratamentos venham para Cachoeiro, o que é fundamental para os pacientes”, reforça Renata Fiório.

Rebeca Ribeiro, uma das pacientes atendidas pela associação relatou que ia ao banheiro cerca de 30 vezes por dia, desenvolveu um nódulo e precisou passar por cirurgia que atrasou seu ingresso na faculdade. Os medicamentos já conhecidos não surtiram o efeito desejado e hoje ela faz uso de um medicamento experimental. “Graças a Deus meu corpo absorveu esse medicamento e hoje estou em remissão clínica e diagnóstica”. Além do medicamento, Rebeca precisa de acompanhamento psicológico e medicação psiquiátrica e tudo isto foi conquistado com o apoio da associação.