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Escola Viva: Câmara recebe alunos, professores e secretários

por cai publicado 01/06/2017 16h50, última modificação 13/07/2017 09h24
Notícia publicada em 01.06.2017

Alunos da Escola Estadual “Francisco Coelho Ávila Júnior”, no bairro Coronel Borges,  onde funciona o programa “Escola Viva”, participaram de sessão extraordinária realizada na Câmara nesta quinta-feira (01). Também estiveram presentes o secretário estadual de educação, Haroldo Corrêa Rocha, e a superintendente regional Celeida Chamon, a secretária municipal Cristina Vargas, além de professores e pais de alunos. A visita aconteceu a convite do vereador Brás Zagotto (SD), para que os edis conhecessem melhor os resultados do programa. 

Muitos estudantes deram seus depoimentos sobre o programa, lembrando que, embora tenham sido contra a implantação, hoje vêm apenas benefícios na Escola Viva. O sistema funciona em tempo integral e, além de matérias tradicionais, possibilita ao aluno assistir a aulas eletivas, muitas delas sugeridas pelos próprios jovens, como Culinária e Teatro, além de atividades esportivas e culturais. Na grade curricular da Escola Viva, também há matérias inovadoras como “Projeto de Vida”,  “Protagonismo” e “Ensino orientado”, entre outras.   “A intenção é formar alunos competentes, solidários e autônomos”, disse o aluno Ruan Crevelario.   

A aluna Geovana Almeida Abreu disse que uma das vantagens da escola é poder contar com uma tutora, que a apoia em suas dificuldades, inclusive emocionais. “Eu escolhi como minha tutora a professora de História, e se estou meio mal, meio pra baixo, ela sempre vem me ajudar. Os tutores são como nossos pais postiços”, disse. Já o aluno Wesley Rodrigues Moulin, de Jerônimo Monteiro, contou que estava desmotivado com o ensino, e convenceu os pais a colocá-lo na Escola Viva, onde hoje se sente perfeitamente adaptado: “Foi uma mudança na minha vida”.  Já a aluna Fernanda Santanna Thiengo disse que quer ser médica e encontra na Escola Viva todo o apoio que precisa. 

Mais escolas 

O presidente da Câmara, Alexandre Bastos (PSB), assim como vários outros vereadores, elogiou o programa e disse que é preciso ampliá-lo, não apenas em Cachoeiro, mas em todo o estado. 

O secretário estadual de educação anunciou que até o final de 2018 haverá no Espírito Santo 30 Escolas Vivas, atendendo 20 mil alunos, e até 2030 serão 300 escolas de ensino médio, isto é, praticamente todas do estado. A proposta também prevê a inclusão do sistema nos educandários de ensino fundamental.   

Rocha disse que a centralidade da Escola Viva é o projeto de vida dos alunos. “Muitos estudos mostram que a juventude brasileira não tem sonhos, e uma vida cidadã precisa de sonhos. É isso que a Escola Viva quer despertar nos alunos, para que todos tenham um projeto de vida”, disse o secretário. Segundo ele, toda a resistência ao programa foi vencida e, hoje, prefeitos e vereadores, diretores e professores pedem a adoção do novo sistema em um número maior de escolas:  “Essa é uma escola que dialoga com o futuro e ajuda a construir as vocações, dando outro sentido à vida e à escola”.